Atritos

Afortunadamente não viajamos sozinhos. Mas a companhia tem um custo.
Companheiros são diferentes, querem coisas diferentes, têm maneiras diferentes de expressar amor ou discordância, e os atritos acontecem.

Atritos devem ser encarados com naturalidade e superados com “Mente aberta, coração aberto e palavras justas”, disse Barack Obama.

Tudo bem ter raiva?

A maioria de nós carrega mágoas, lembranças de injustiças, rejeições, traições… também, em algum momento, fomos desleais, machucamos.
Tudo bem ter raiva. Quem nunca teve? ela não deve ser rejeitada ou renegada. Quando isso acontece, o ambiente fica hostil, ficamos irônicos, sarcásticos ou nos recolhemos num silêncio mal humorado. E aquilo que seria passageiro é armazenado levando a noites de insônia planejando vinganças.

A ligação que se estabelece entre quem odeia e quem é odiado é mais forte do que o amor. O resultado é uma perda de energia, de produtividade. Uma sensação de impotência e de injustiça, um azedume que pode acabar em doença.

Tudo que for armazenado num vaso azedo vai azedar

Odiar alguém é tomar veneno e esperar que o outro morra.
Odiar alguém é carregar uma brasa na mão esperando a oportunidade de atirá-la.
A forma como resolvemos isso terá impactos impressionantes na nossa vida.

Odiar é mais forte que o amor, por que você acaba pensando mais em quem você odeia do que em quem você ama.

Alvaro Loro – Psicólogo e Storyteller

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